quinta-feira, 21 de setembro de 2017

As psicoses ordinárias e as outras

"As pesquisas realizadas influenciaram a nossa prática com as psicoses extraordinárias e pudemos extrair importantes consequências. Uma delas pode ser verificada a partir do que Éric Laurent nos advertiu sobre a posição do secretário do alienado . Trata-se de uma posição mais ativa que privilegia um significante, e não outro, na fala do sujeito. Dirigir o tratamento nessa via pode provocar uma inflexão na construção do delírio, fazendo com que a psicose venha a se confundir na paisagem e não chegar ao extremo da passagem ao ato. É uma maneira de possibilitar uma amarração sintomática que mantém juntos real, simbólico e imaginário."

Rômulo Ferreira da Silva para o PAPERS7.7.7.-Nº2.
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Guilles Deleuze e o charme da loucura




segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O tempo da psicose ordinária

"A neurose é uma estrutura muito precisa, se por muito tempo (inclusive anos) não encontramos elementos evidentes para reconhecê-la claramente em um paciente, deveríamos pensar na possibilidade de uma psicose velada que deveria poder ser deduzida a partir de pequenos indícios, de sinais discretos. Uma neurose é uma formação estável, que se organiza por meio da constância na repetição. Se não encontramos isso, devemos buscar os sinais discretos da 'desordem na junção mais íntima do sentimento de vida do sujeito'. Miller, nesse ponto, esclarece o seguinte: 'A desordem se situa na maneira como vocês experimentam o mundo que os cerca, na maneira como experimentam seu corpo e no modo de se relacionarem com suas próprias ideias. Mas qual é essa desordem, já que também os neuróticos a experimentam? Um sujeito histérico experimenta essa desordem na relação com seu corpo, um sujeito obsessivo a experimenta em relação às suas ideias. Que desordem é essa que atinge 'a junção mais íntima do sentimento de vida do sujeito'?"


Manuel Fernández Blanco, ELP - La Coruña - para o XI Congresso da Associação Mundial de Psicanálise - as psicoses ordinárias e as outras, sob transferência.



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O fotógrafo Eyder Rosso nos conta um pouco sobre o seu processo criativo e su (as) pirações artísticas. Clique no vídeo e confira!


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Desencadenamiento, desenganche y desarraigo: uso, abuso, mal uso y desuso del diagnóstico

"[...] ainda que a psicanálise nada tenha de universal, Freud pensou que todo mundo era louco, ou seja, delirante. Ficou longe daquele Lacan para o qual "não se torna louco quem quer". Aqui a loucura não é uma raridade, senão o mais comum. Se todo o mundo delira, se todo mundo sai da casinha a sua maneira, todos somos únicos. É um corolário do projeto inicial de Freud: seu propósito de deduzir o normal a partir do patológico terminou por demolir a noção de normalidade, e, se o normal não existe, todo o mundo é louco."


"[...] aunque el psicoanálisis nada tenga de universal, Freud pensó que todo el mundo era loco, o sea, delirante. Lejos quedó aquel Lacan para el cual “no se vuelve loco el que quiere”. Aquí la locura no es una rareza, sino lo más común. Si todo el mundo delira, si todo el mundo se va de pista a su manera, todos somos únicos. Es un corolario del proyecto inicial de Freud: su propósito de deducir lo normal a partir de lo patológico terminó por demoler la noción de normalidad, y, si lo normal no existe, todo el mundo es loco."



Fragmento do texto de Gerardo Arenas (EOL). Confira o texto completo clicando aqui.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O ator Gedson Castro fala das su(as) pirações artíticas


Prorrogação!

URGENTE!

O prazo para envio de trabalhos para a XII Jornada da EBP Seção Santa Catarina foi prorrogado para o dia 11 de setembro. Não perca tempo e envie seu trabalho o quanto antes para a Comissão Científica no e-mail eneidamedeiros62@gmail.com


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Últimos dias!

Colegas,

Apoxima-se o dia da entrega dos trabalhos para a XII JORNADA DA SEÇÃO SANTA CATARINA DA ESCOLA BRASILEIRA DE PSICANÁLISE.
O nome de nossa Jornada, “AS PIRAÇÕES DE CADA UM”, foi pensado em torno de um equívoco que conjuga ASPIRAÇÕES e PIRAÇÕES. Com ele queríamos falar das pequenas loucuras do cotidiano dos “eus”, dos “tus” e dos “elxs”, bem como de seus discretos delírios.
Falar das pirações sobre o corpo, dos nós e remendos que se tecem e que aparecem na clínica psicanalítica.
Renovamos, então, o nosso convite para que CADA UM de vocês envie seu trabalho, sua INSPIRAÇÃO, para a Comissão Científica até o dia 31 de agosto. 

Enviar para:

eneidamedeiros62@gmail.com (Coordenadora da Comissão Científica)
Desejamos que a Jornada seja o lugar de um bom encontro para debater esse instigante tema.

Até lá!

Eneida Medeiros Santos
Diretora Geral – EBP Seção Santa Catarina



quarta-feira, 5 de julho de 2017

Apresentação da XII Jornada da EBP Seção Santa Catarina: as pirações de cada um.

Apresentamos XII JORNADA DA SEÇÃO SANTA CATARINA DA ESCOLA BRASILEIRA DE PSICANÁLISE. Neste ano, nossa Jornada está orientada pelo tema do Congresso de Membros da Associação Mundial de Psicanálise: “As psicoses ordinárias e as outras, sob transferência”, que acontecerá em Barcelona, em 2018.

A ela demos o nome de “AS PIRAÇÕES DE CADA UM”, nome que evoca um equívoco significante possível e interessante, que faz com que os sonhos, devaneios e quereres – as aspirações – não andem sem aquilo que os causa e/ou os obstaculiza – as pirações. De fato, aspiramos a que, nesta Jornada, possamos falar fundamentalmente das pequenas loucuras do  cotidiano dos “eus”, dos “tus” e dos “elxs”, bem como de seus discretos delírios. E, além disso, falar de suas pirações sobre o corpo, dos nós e remendos que eles tecem e que aparecem na clínica psicanalítica.

Jacques-Alain Miller nos oferece pistas formidáveis para pensar os sujeitos atravessados pelas contingências do mundo contemporâneo. Além de destacar o axioma de Lacan “todo mundo é louco, quer dizer, delirante”, ele diz que “o sonho da eternidade consiste em imaginar que despertamos”. Essas frases abalam certezas na medida em que indicam que tudo o que inventamos, todas as construções e saberes humanos são, como tais, um delírio e nos colocam na condição de debilidade frente ao real. São frases perturbadoras, mas também orientadoras, pois nos servem, como ele diz, de bússola para entendermos algumas questões e nos guiarmos no último ensino de Lacan. Delas, destas afirmações contundentes, tiramos algumas lições, porque nos interessam as verdades que escutamos dos sujeitos enquanto falam de seus sintomas – verdades essas que, muitas vezes, mais se assemelham à loucura e ao delírio, muitos deles compartilhados na cultura.

Então, “as aspirações” são os nossos sonhos de eternidade. Só saímos delas quando nos pomos a delirar. Isso é o que a psicanálise tenta colher e, colhendo, possibilita verificar como cada sujeito dá seu tratamento ao real, ou seja, como a palavra produz efeitos substanciais na vida de cada um. Nossas pirações são nossas construções. Andamos em círculo e uma outra maneira de falar disso é dizer que “nada é senão um sonho”.

Aspiramos a que aceitem este convite de estar conosco nestes dias de Jornada e, além disso, aspiramos a que cada trabalho apresentado exiba suas produções sobre o tema, sem nos enganarmos de que, ao fim e ao cabo, elas não deixam de ser as pirações de cada um.

Até lá!

Eneida Medeiros Santos

Diretora Geral – EBP Seção Santa Catarina